Resumo

Nossa parceria se iniciou em 2010 e o menino se tornou uma grande promessa do surf competição, com seu estilo impecável e incrível habilidade nas manobras aéreas. Já alcançou reconhecimento nacional e internacional. Somos gratos e orgulhosos por fazer parte dessa história. E sabemos que ela está apenas começando.

Data de nascimento: 18/05/1996.

Local de Nascimento: Curitiba, Paraná, Brasil.

Onde mora: Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.

Altura: 1.81m.

Peso: 73 kg.

Entrevista

Hoje, muita gente critica a nova geração, pelos tais “surfistas de aéreo”, dizendo que são surfistas que não sabem fazer outra coisa. Como você vê isso?

A manobra mais difícil do surf é o aéreo, com certeza. É a manobra que eu mais gosto de mandar, mas também me divirto muito fazendo outro tipo de surf, com tubos ou uma linha diferente.

Então, no seu caso, você tenta os aéreos mais pelo desafio?

É, e também para fazer a cabeça no surf. No Brasil, a maioria das vezes o mar só está em condições de mandar aéreo, não é possível fazer um surf de linha; então, você acaba insistindo no aéreo mesmo. Mas quando eu estou em um lugar que dá para fazer um surf de linha, eu tento me focar em aprimorar esse lado, porque é o tipo de onda que é difícil de encontrar no Brasil.

Depois que o vídeo do backflip estorou, como foi a recepção da galera fora da web?

Todos que me veem na praia me dão os parabéns pela manobra (risos)! Tem muita gente no Facebook mandando mensagem, pessoas que eu nem conheço, até mesmo gringos, além das pessoas que estavam lá no dia, em Rocky Point.

No ano passado, você venceu o Volcom VQS na Califórnia, como foi esse campeonato?

Eu estava planejando ir bem no campeonato, mas não fui pensando “tenho que ganhar”, só pensava que “se eu me desse bem, seria irado”. Então, fui passando bateria por bateria, cheguei à final e achei altas ondas. Acabei ganhando (risos).

Esse lado competitivo seu é forte também, então? Como você compara a competição ao free surf?

Eu me instigo bastante competindo também. Nessa pressão de ter que fazer uma onda boa para passar uma bateria, o surfista acaba se esforçando, fazendo o máximo para avançar e, às vezes, até acerta umas manobras que não acertaria no free surf. É sempre uma adrenalina.

Depois de passar um pouco a fissura de aterrissar o backflip, você tem alguma meta nova em mente?

Em mar de aéreo, tem duas manobras que eu estou querendo completar: uma é o Hippie Flip, que é aquele aéreo que o Matt Meola faz, muito parecido com o backflip, mas com o grab de kerrupt; e o Alley Oop com grab de Stalefish, que tentei algumas vezes, mas não consegui. Se eu tiver alguma oportunidade vou continuar tentando. O Hippie Flip eu já acertei um, mas não foi muito alto. Eu queria acertar um bom de verdade. Já o Alley Oop, eu nunca acertei. Eu já estava pensando em fazer essa manobra aqui (COLOCAR A CIDADE) quando ainda estava no Brasil. Vejo os vídeos da galera, e todo mundo está fazendo uns Alley Oops muito altos, e eu acho que aqui é um lugar bom para tentar essa manobra.

 

Como está sendo o treinamento com seu pai, Leandro “Grilo”?

Eu me amarro. Meu pai está sempre comigo em casa ou me filmando. Ele sempre me instiga a surfar. Às vezes, quando não estou muito a fim, ele me incentiva e vou lá e tento meu máximo. Ele filma todas as sessões que eu faço e, depois, em casa, analisamos as imagens, observando o que eu tenho para melhorar. Na queda seguinte, eu já tento impor um ritmo mais alto.

Fonte: Layback

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